Última atualização: 11.07.2026

APRESENTAÇÕES COMERCIAIS

Apresentação comercial Detalhes
NUPLAZID (ACADIA PHARMS)* Caixas com comprimidos de 10 mg. Caixas com comprimidos de 17 mg. Caixas com cápsulas de 34 mg.

MODO DE USAR

A dose recomendada da pimavanserina é de 34 mg, 1 vez ao dia, por VO. Está disponível apenas como uma formulação de liberação imediata. Não é necessário fazer titulação de dose, e não há interferência dos alimentos na absorção do fármaco.

Modo de Usar — Consulta Rápida
📋 Parâmetro 📝 Detalhes
Dose 34 mg 1x/dia VO
Titulação Não necessária
Alimentos Não interferem
Formulação Liberação imediata apenas

TEMPO PARA INÍCIO DE AÇÃO

De acordo com ensaios clínicos, a melhora dos sintomas ocorre dentro de 4 semanas. [1]

Tempo para Início de Ação — Consulta Rápida
📋 Parâmetro 📝 Detalhes
Melhora dos sintomas Dentro de 4 semanas

VARIAÇÃO USUAL DA DOSE

É indicada para o tratamento de alucinações e delírios associados à doença de Parkinson na dose de 34 mg, 1 vez ao dia. [1] Variações da dosagem podem ser necessárias se for utilizada concomitantemente a outras medicações (ver tópico “Precauções e dicas”).

Variação Usual da Dose — Consulta Rápida
📋 Parâmetro 📝 Detalhes
Dose padrão 34 mg 1x/dia
Com inibidores fortes CYP3A4 17 mg/dia
Com indutores fortes CYP3A4 Monitorar eficácia · Pode necessitar ↑ dose

MODO DE SUSPENDER

Diminuir gradualmente para evitar sintomas de abstinência, psicose de rebote e piora dos sintomas. Entretanto, a meia-vida longa do fármaco sugere que uma interrupção abrupta não causaria esses prejuízos. [2]

Modo de Suspender — Consulta Rápida
📋 Parâmetro 📝 Detalhes
Estratégia Redução gradual recomendada
Nota t½ longa (~57h) sugere que interrupção abrupta pode ser tolerada

CLASSE, MECANISMO DE AÇÃO E FARMACODINÂMICA

Infográfico sobre o mecanismo da pimavanserina nos receptores 5-HT2A, sem bloqueio dopaminérgico D2

A pimavanserina é um AP atípico. A medicação exerce atividade de agonista inverso e antagonista da serotonina, com alta afinidade para os receptores 5-HT2A e baixa afinidade para os receptores 5-HT2C e sigma 1. Não possui afinidade para receptores dopaminérgicos, adrenérgicos, histaminérgicos ou muscarínicos.[3] Este é o primeiro AP sem atividade bloqueadora de receptores de dopamina D2. Assim, trata os sintomas psicóticos sem os sintomas motores do parkinsonismo, efeito adverso comumente observado com outros APs. [4]

O que é um agonista inverso?
A atividade constitutiva de um receptor é a sinalização basal que ele mantem mesmo sem nenhum ligante ligado a ele.

Um agonista inverso é um ligante que se liga ao receptor e reduz sua atividade constitutiva basal, isto é, diminui a sinalização que o receptor já apresenta mesmo na ausência de agonista.

Ele difere do antagonista, que apenas ocupa o receptor sem ativá-lo e bloqueia a ação de outros ligantes, mas não reduz a atividade basal.

Em resumo:

  • agonista total → aumenta ao máximo a atividade do receptor

  • agonista parcial → aumenta de modo submáximo

  • antagonista neutro → não altera a atividade basal (constitutiva)

  • agonista inverso → reduz a atividade basal abaixo do nível constitutivo

Espectro farmacológico de agonista total, agonista parcial, antagonista neutro e agonista inverso
Classe, Mecanismo de Ação e Farmacodinâmica — Consulta Rápida
📋 Parâmetro 📝 Detalhes
Classe Antipsicótico atípico sem atividade dopaminérgica
Mecanismo Agonista inverso/antagonista 5-HT2A (alta afinidade) · Baixa afinidade 5-HT2C e sigma 1
Diferencial 1º AP sem bloqueio D2 → trata psicose SEM piorar parkinsonismo
Sem afinidade Receptores D · α · H · Muscarínicos

FARMACOCINÉTICA

O fármaco é absorvido no trato gastrintestinal e se liga fortemente às proteínas plasmáticas (cerca de 95%), o que parece ocorrer independente da dose e não muda significativamente ao longo do tempo. A pimavanserina e seu principal metabólito ativo demonstraram um tempo de 6 horas (intervalo de 4 a 24 horas) para atingir a concentração plasmática máxima, o que, geralmente, não é afetado pela dose.

A meia-vida plasmática média é de aproximadamente 57 horas para a pimavanserina e 200 horas para o metabólito ativo (AC-279). A metabolização é realizada no fígado predominantemente pelo citocromo P450 (CYP3A4 e CYP3A5) e, em menor grau, por CYP2J2, CYP2D6 e outras CYP e por enzimas monoxigenase contendo flavina (FMO). Não causa clinicamente inibição ou indução de CYP3A4. A via renal tem participação pequena na eliminação do fármaco inalterado; o padrão predominante é metabolização seguida de excreção principalmente fecal de metabólitos, com menor excreção urinária. [3]

O perfil farmacocinético é semelhante em pacientes com doença de Parkinson e indivíduos saudáveis e não sofre influência clinicamente relevante de idade, sexo, etnia ou peso. A principal interação ocorre com inibidores potentes da CYP3A4. Em estudo com cetoconazol, a concentração plasmática máxima da pimavanserina aumentou cerca de 1,5 vez, enquanto a área sob a curva aumentou aproximadamente 3 vezes. [3]

Em 2016, a pimavanserina foi aprovada pela FDA para o tratamento de alucinações e delírios associados à doença de Parkinson. A eficácia foi demonstrada em um ensaio clínico de fase III, randomizado, placebo-controlado e com grupos paralelos por 6 semanas. O estudo randomizou 199 pacientes com psicose (alucinações e/ou delírios) da doença de Parkinson para receber pimavanserina na dose de 34 mg por dia ou placebo. Em comparação ao placebo, o grupo que recebeu pimavanserina mostrou uma melhora significativa da pontuação de uma escala adaptada à doença de Parkinson para avaliação de sintomas positivos (SAPS-PD). A pimavanserina foi bem tolerada sem preocupações significativas de segurança ou piora da função motora.[1] Além disso, esses achados foram ratificados por uma recente metanálise que incluiu dados de 680 pacientes (263 placebo, 417 pimavanserina) por meio de quatro ensaios clínicos randomizados (incluindo o citado anteriormente) comparando pimavanserina a um placebo. O tratamento com pimavanserina foi associado a uma redução significativa nos escores da escala SAPS-PD em relação ao placebo.[5]

A medicação tem sido testada para tratamento de outras condições, como a psicose relacionada à demência, a esquizofrenia e o TDM. Um recente estudo de descontinuação de fase 3, duplo-cego, randomizado e placebo-controlado avaliou a eficácia do fármaco em 217 pacientes (112 placebo, 107 pimavanserina) com psicose relacionada à demência (Alzheimer, Parkinson, corpos de Lewy, frontotemporal ou vascular). O estudo foi interrompido precocemente por eficácia. Os pacientes com psicose relacionada à demência que responderam à pimavanserina tiveram um risco menor de recaída com a continuação do medicamento do que com a descontinuação.[6] Entretanto, a FDA recentemente concluiu que as evidências são insuficientes para apoiar a aprovação para esse propósito nesse momento, alegando falta de benefícios significativos em algumas formas de demência e um pequeno número de pacientes com subtipos menos comuns.

A eficácia da pimavanserina para sintomas negativos da esquizofrenia foi avaliada em um estudo de fase 2, de 26 semanas, duplo-cego, randomizado e placebo-controlado de pimavanserina em 400 pacientes (201 placebo, 199 pimavanserina) com esquizofrenia em atendimento ambulatorial estáveis com predomínio de sintomas negativos. Apesar de os pacientes com pimavanserina terem uma melhor resposta em relação ao placebo, o tamanho do efeito foi pequeno, sendo necessários mais estudos para clarificar a indicação clínica para esse propósito.[7]

Outro estudo de fase 3, duplo-cego, randomizado e placebo-controlado não mostrou resultado significativo na melhora global (sintomas positivos e negativos) dos sintomas em um tratamento para pacientes com esquizofrenia em que a pimavanserina foi acrescentada aos APs. Entretanto, os autores apontaram uma tendência de melhor resposta para os sintomas negativos e sugeriram mais estudos com esse propósito. [8]

Em um ensaio clínico de fase 2, duplo-cego, randomizado e placebo-controlado, a pimavanserina apresentou eficácia robusta como um tratamento adjuvante a outros ADs (ISRS ou IRSN) no tratamento de TDM.[9] Estudos de fase 3 são necessários para que haja uma evidência consistente para essa indicação.

Farmacocinética — Consulta Rápida
Parâmetro Detalhes
Ligação proteica ~95%
Pico plasmático 6h (4–24h)
Meia-vida ~57h (pimavanserina) · ~200h (metabólito AC-279)
Metabolismo Hepático (CYP3A4/3A5 principal)
Excreção <1% inalterada na urina
Interações Inibidores fortes CYP3A4 ↑ concentração 3x

INDICAÇÕES

Evidências CONSISTENTES de eficácia

  • Alucinações e delírios associados à doença de Parkinson.

Evidências INCOMPLETAS de eficácia

  • Psicose associada a demências.
  • Sintomas negativos da esquizofrenia.
  • TDM.
Indicações — Consulta Rápida
📋 Nível de evidência 📝 Indicação
✅ Consistente Alucinações e delírios na doença de Parkinson
⚠️ Incompleta Psicose associada a demências
⚠️ Incompleta Sintomas negativos da esquizofrenia
⚠️ Incompleta TDM (adjuvante a ISRS/IRSN — fase 2)

CONTRAINDICAÇÕES

Absolutas

  • Hipersensibilidade à pimavanserina ou a algum componente da fórmula.

Relativas

  • Gestantes e lactantes.
  • Indivíduos em uso de medicações que podem aumentar o intervalo QT ou com risco aumentado para torsades de pointes (ver tópico “Insuficiência cardíaca”).
  • IR grave e insuficiência hepática.
Contraindicações — Consulta Rápida
📋 Tipo 📝 Condição
🚫 Absoluta Hipersensibilidade à pimavanserina
⚠️ Relativa Gestantes/lactantes · ↑ QT ou risco torsades de pointes
⚠️ Relativa IR grave · Insuficiência hepática

REAÇÕES ADVERSAS

Mais comuns: alucinação, cefaleia, constipação intestinal, edema periférico, estado confusional, náusea.[1,3,6,9]

Menos comuns: alteração da marcha, fadiga, infecção do trato urinário, prolongamento do intervalo QTc.[1,3,6,9]

Reações Adversas — Consulta Rápida
📋 Grupo 📝 Principais efeitos
Mais comuns Náusea · cefaleia · constipação · edema periférico · confusão
Menos comuns Alteração da marcha · fadiga · ITU · ↑ QTc
Nota NÃO piora função motora (sem bloqueio D2)

INTOXICAÇÃO

Sintomas

Não há informações acerca de sintomas de sobredose. Em estudos com indivíduos saudáveis, foram observados náuseas e vômitos dose-dependentes.[3]

Manejo

Não há antídotos específicos conhecidos.

No manejo da sobredose, o monitoramento cardiovascular deve começar imediatamente e deve incluir monitoramento contínuo de ECG para detectar possíveis arritmias.

Se a terapia antiarrítmica for administrada, disopiramida, procainamida e quinidina não devem ser usadas, pois têm o potencial de efeitos de prolongamento do intervalo QT que podem ser aditivos aos da pimavanserina.

É importante considerar a longa meia-vida plasmática da pimavanserina (cerca de 57 horas) e a possibilidade de envolvimento de múltiplas substâncias.[3]

Intoxicação — Consulta Rápida
📋 Aspecto 📝 Detalhes
Sintomas Náusea/vômito dose-dependentes (dados em saudáveis)
Antídoto Não há
Manejo Monitoramento CV + ECG contínuo · NÃO usar disopiramida/procainamida/quinidina
Nota t½ ~57h → monitoramento prolongado

POPULAÇÕES ESPECIAIS

GRAVIDEZ

Não há dados sobre o uso de pimavanserina em grávidas que permitam avaliar o risco associado ao medicamento de malformações congênitas maiores ou de aborto espontâneo. Em estudos de reprodução animal, nenhum efeito adverso no desenvolvimento foi observado quando a pimavanserina foi administrada oralmente a ratos ou coelhos durante o período de organogênese em doses até 10 ou 12 vezes a dose humana máxima recomendada (34 mg/dia), respectivamente. A administração de pimavanserina a ratas durante a gravidez e a lactação resultou em toxicidade materna, além de menor sobrevida e peso corporal dos filhotes em doses que são 2 vezes a dose humana máxima recomendada.[3]

LACTAÇÃO

Não há informações sobre a possível presença de pimavanserina no leite humano, os efeitos no lactente ou os efeitos na produção de leite. Em razão da falta de informações até o momento, recomenda-se descontinuar a substância ou interromper o aleitamento materno, a não ser que o benefício potencial para a mãe justifique o risco potencial para a criança. Lactentes de mulheres que tenham optado por amamentar durante o uso de pimavanserina devem ser monitorados para possíveis efeitos adversos.[2]

CRIANÇAS

A segurança e a eficácia não foram estabelecidas.

IDOSOS

Não é necessário ajuste de dose. O uso de pimavanserina em idosos com doença de Parkinson pode estar associado a risco aumentado de hospitalização e morte.[10] Pacientes idosos com psicose relacionada à demência tratados com medicamentos antipsicóticos apresentam risco aumentado de morte. [3]

INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA

Não é recomendada em pacientes com insuficiência hepática. Não foi estudada para essa população.[3]

LiverTox Escore de probabilidade: E (causa improvável de lesão hepática clinicamente aparente). Alterações em testes hepáticos são incomuns (<1%) em pacientes em uso de pimavanserina. Nenhum evento adverso hepático grave ou lesão hepática clinicamente aparente foi identificado nos estudos pré-registro. A experiência clínica pós-aprovação também não revelou casos publicados de lesão hepática atribuída ao fármaco.

O metabolismo hepático ocorre principalmente via CYP-3A4, tornando o fármaco suscetível a interações com inibidores e indutores potentes do CYP-3A4.

As alterações em testes hepáticos, quando ocorrem, são transitórias, leves, sem sintomas ou icterícia. Não há relatos de hepatite, insuficiência hepática aguda, hepatite crônica ou síndrome de ductos biliares evanescentes.

Referência: LiverTox - Pimavanserin

INSUFICIÊNCIA RENAL

Não é necessário ajuste da dose em pacientes com IR leve a moderada. Não foi estudada e não é recomendada em pacientes com IR grave (depuração da creatinina < 30 mL/min).[3]

Populações Especiais — Consulta Rápida
População Observações
Gravidez Sem dados humanos · Sem efeitos em animais até 10–12x dose humana
Lactação Desconhecido se no leite · Descontinuar medicação ou aleitamento
Crianças Segurança/eficácia não estabelecidas
Idosos Sem ajuste · ↑ risco hospitalização/morte em DP · ↑ risco morte em demência
Insuf. hepática Não recomendada (não estudada) · Hepatotoxicidade (E)
Insuf. renal Leve–moderada: sem ajuste · Grave (ClCr <30): não recomendada
Insuf. cardíaca Prolonga QT · Evitar em QT longo/arritmias/bradicardia

INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

A pimavanserina prolonga o intervalo QT, e seu uso deve ser evitado em pacientes com prolongamento do intervalo QT conhecido ou em combinação a outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT. Isso inclui alguns antiarrítmicos (p. ex., quinidina, procainamida, amiodarona), certos APs (p. ex., ziprasidona, clorpromazina, tioridazina) e determinados antibióticos (p. ex., gatifloxacino, moxifloxacino).

A pimavanserina também deve ser evitada em pacientes com história de arritmias cardíacas e outras circunstâncias que possam aumentar o risco de ocorrência de torsades de pointes e/ou morte súbita, incluindo bradicardia sintomática, hipocalemia ou hipomagnesemia e presença de prolongamento do intervalo QT congênito. [4]

LABORATÓRIO

Exames prévios ao uso

Não são necessários para indivíduos saudáveis. Entretanto, conforme o contexto de risco em relação ao prolongamento do intervalo QT (ver tópico “Insuficiência cardíaca”), considerar ECG antes de iniciar o uso.

Exames de acompanhamento

Conforme o contexto de risco em relação ao prolongamento do intervalo QT (ver tópico “Insuficiência cardíaca”), considerar avaliação com ECG após iniciar o fármaco. Não há relevância clínica na dosagem sérica do fármaco. No momento, não existem dados que sustentem a relação entre as concentrações séricas e a resposta ao tratamento.

Laboratório — Consulta Rápida
📋 Parâmetro 📝 Detalhes
Pré-uso Considerar ECG se risco de ↑ QT
Acompanhamento ECG conforme risco QT · Dosagem sérica sem relevância clínica

PRECAUÇÕES E DICAS

  1. Não é necessário ajuste da dose de carbidopa/levodopa.[3]
  2. A dose recomendada do fármaco quando administrado com inibidores fortes de CYP3A4 (p. ex., cetoconazol) é de 17 mg.[3]
  3. Se administrado com indutores fortes de CYP3A4, monitorar os pacientes quanto à eficácia; pode ser necessário aumento na dosagem.[3]
Precauções e Dicas — Consulta Rápida
📋 Precaução 📝 Conduta
Carbidopa/levodopa Sem ajuste necessário
Inibidores fortes CYP3A4 ↓ dose para 17 mg
Indutores fortes CYP3A4 Monitorar eficácia · Considerar ↑ dose
QT longo Evitar com outros fármacos que prolongam QT

Bibliografia

  1. Cummings J, Isaacson S, Mills R, Williams H, Chi-Burris K, Corbett A, et al. Pimavanserin for patients with Parkinson’s disease psychosis: a randomised, placebo-controlled phase 3 trial. Lancet. 2014;383(9916):533-40. PMID: 24183563.
  2. Stahl SM. Fundamentos de psicofarmacologia de Stahl: guia de prescrição. 6. ed. Porto Alegre: Artmed; 2019.
  3. Nuplazid™ Pimavanserin [Bula de medicamento] [Internet]. San Diego: ACADIA Pharmaceuticals; 2018 [capturado em 20 set 2022]. Available from: https://www.accessdata.fda.gov/drugsatfdadocs/label/2016/207318lbl.pdf.
  4. Cruz MP. Pimavanserin (Nuplazid): a treatment for hallucinations and delusions associated with Parkinson’s disease. P T. 2017;42(6):368-71. PMID: 28579723.
  5. Mansuri Z, Reddy A, Vadukapuram R, Trivedi C, Amara A. Pimavanserin in the treatment of parkinson’s disease psychosis: metaanalysis and meta-regression of randomized clinical trials. Innov Clin Neurosci. 2022;19(1-3):46-51. PMID: 35382074.
  6. Tariot PN, Cummings JL, Soto-Martin ME, Ballard C, Erten-Lyons D, Sultzer DL, et al. Trial of pimavanserin in dementia-related psychosis. N Engl J Med. 2021;385(4):309-19. PMID: 34289275.
  7. Bugarski-Kirola D, Arango C, Fava M, Nasrallah H, Liu IY, Abbs B, et al. Pimavanserin for negative symptoms of schizophrenia: results from the ADVANCE phase 2 randomised, placebo-controlled trial in North America and Europe. Lancet Psychiatry. 2022;9(1):46-58. PMID: 34861170.
  8. Bugarski-Kirola D, Bitter I, Liu IY, Abbs B, Stankovic S. ENHANCE: phase 3, randomized, double-blind, placebo-controlled study of adjunctive pimavanserin for schizophrenia in patients with an inadequate response to antipsychotic treatment. Schizophr Bull Open. 2022;3(1):sgac006.
  9. Fava M, Dirks B, Freeman MP, Papakostas GI, Shelton RC, Thase ME, et al. A phase 2, randomized, double-blind, placebo-controlled study of adjunctive pimavanserin in patients with major depressive disorder and an inadequate response to therapy (CLARITY). J Clin Psychiatry. 2019;80(6):19m12928. PMID: 31556975.
  10. Hwang YJ, Alexander GC, An H, Moore TJ, Mehta HB. Risk of hospitalization and death associated with pimavanserin use in older adults with Parkinson disease. Neurology. 2021;97(13):e1266-75. PMID: 34389652.